Equipamento da Nasa capta forte impacto de rocha com a Lua

Um telescópio que monitora a lua capturou imagens de uma rocha de 40 quilos chocando-se contra a superfície lunar e criando um flash de luz, disseram cientistas da agência espacial americana (Nasa)

Teclados inteligentes para tablets e relógios computadorizados

A miniaturização parece não ter limites técnicos, além de ser constantemente impulsionada por consumidores que querem levar o computador para todos os lugares - e sem muito esforço.

Avião de passageiros voa 800 km sem piloto

Os veículos aéreos não tripulados (VANTs) já são largamente usados em vigilância e observação ambiental. Contudo, havia muitos questionamentos se seria possível fazer um avião de passageiros voar sem piloto.

Chupeta tem consequências emocionais negativas para os meninos

O uso da chupeta pode impedir o desenvolvimento emocional dos meninos, roubando-lhes a oportunidade de exercitar expressões faciais durante a infância, com sérios problemas emocionais mais tarde na vida.

Núcleo de átomo em formato de pera aponta para Nova Física

O que o formato do núcleo de um átomo tem a ver com o início do Universo? E com a antimatéria? E com as teorias sobre o que é o próprio átomo? Na verdade, um núcleo atômico em formato de pera pode se transformar em uma das realizações mais importantes da física nos últimos tempos.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Português é quinto idioma mais usado na internet

Mais de 82,5 milhões de pessoas (3,9% do total) utilizam a língua portuguesa para se comunicar e navegar pela web.[Imagem: Wikipedia/Jeff Ogden]
Idiomas mais usados na internet

A língua portuguesa é o quinto idioma mais usado na internet, ficando atrás do inglês, do chinês, do espanhol e do japonês, segundo dados divulgados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).

De acordo a UIT, mais de 82,5 milhões de pessoas (3,9% do total) utilizam a língua portuguesa para se comunicar e navegar pela web.

Segundo a UIT, o crescimento do português se deve à expansão da internet no Brasil nos últimos dez anos.

O crescimento do português na internet no período entre 2000 e 2011 foi 990,1%, o quarto maior crescimento entre as dez línguas mais utilizadas na web.

O árabe teve o maior crescimento (2.501%) seguido pelo russo (1.825%) e pelo chinês (1.478%).

O menor crescimento foi registrado pelo inglês, que teve um aumento de 1,4% entre os usuários que falam o idioma. Apesar disso, o inglês permanece em primeiro lugar como a língua mais usada na internet há mais de dez anos, com 565 milhões de usuários (26,8% do total).

O domínio do inglês está ameaçado pelo mandarim, utilizada por 510 milhões (24,2%). Em terceiro lugar está o espanhol, com 165 milhões (7,8%).

Em geral, a internet cresceu 481,7% no período e é acessada por 2,099 bilhões de pessoas.

Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 18 de maio de 2013

Equipamento da Nasa capta forte impacto de rocha com a Lua

Imagem mostra centenas de impactos de rochas com a Lua, registrados por equipamento da Nasa. O ponto em vermelho é a colisão mais recente, considerada a mais forte (Foto: Nasa/Reuters)

Um telescópio que monitora a lua capturou imagens de uma rocha de 40 quilos chocando-se contra a superfície lunar e criando um flash de luz, disseram cientistas da agência espacial americana (Nasa) nesta sexta-feira (17).
A explosão, que ocorreu em 17 de março, foi a maior registrada desde que a Nasa começou a controlar os impactos de meteoritos na lua, há oito anos. Até agora, houve mais de 300 choques. O ponto mais forte pode ser visto na imagem acima na marcação em vermelho.
"Ele explodiu em um clarão quase 10 vezes mais brilhante do que qualquer coisa que tenhamos visto antes", disse em comunicado Bill Cooke, do escritório de estudos de meteoritos da Nasa no Centro Espacial Marshall de Huntsville, no Alabama.
Um satélite da Nasa a orbitar a lua busca agora a cratera recém-formada que os cientistas acreditam que teria um tamanho de até 20 metros. O clarão era tão brilhante que qualquer pessoa que estivesse olhando para a lua no momento do impacto poderia tê-lo visto sem telescópio, afirmou a agência.
Depois de analisar as gravações digitais, os cientistas determinaram que a rocha espacial tinha 30 centímetros de diâmetro e viajava a cerca de 90.123 km/h quando bateu na lua.
Fonte: G1

Teclados inteligentes para tablets e relógios computadorizados

Um algoritmo reposiciona o teclado para deixar as letras o mais próximo possível do próximo movimento dos polegares. [Imagem: Max Planck Institute for Informatics]

A miniaturização parece não ter limites técnicos, além de ser constantemente impulsionada por consumidores que querem levar o computador para todos os lugares - e sem muito esforço.
O grande problema continua sendo o teclado.
Apesar da destreza de alguns, a maioria ainda reclama da dificuldade de usar teclados muito pequenos e, sobretudo, de usar teclados quando as mãos já estão ocupadas em segurar o aparelho.
Mas as soluções não tardam.
Teclado para polegares
Não é preciso ser especialista em ergonomia para saber que o leiaute dos teclados QWERTY tradicionais não é adequado para as telas sensíveis ao toque e aparelhos que precisam ser segurados enquanto se digita.
O ideal, nesses casos, é teclar usando apenas os polegares, garante Antti Oulasvirta, do Instituto Max Planck, na Alemanha.
Por isso, ele desenvolveu um novo tipo de teclado para tablets e smartphones, ou qualquer outro equipamento que use tela sensível ao toque.
Antes porém, foi necessário filmar e analisar minuciosamente como as pessoas teclam usando os polegares, para então desenvolver um modelo desse movimento e incluí-lo em um algoritmo que reposicione o teclado para deixar as letras o mais próximo possível do próximo movimento.
"A chave para a otimização de um teclado para dois polegares é minimizar as longas sequências com um único dedo. Nós também queríamos colocar letras usadas com mais frequência perto umas das outras. Digitadores experientes movem seus polegares simultaneamente: enquanto um está digitando, o outro está se aproximando de seu próximo alvo. Nós derivamos um modelo preditivo deste comportamento para criar o método de otimização," disse o pesquisador.
Engenheiros querem transformar os celulares inteligentes em relógios computadorizados. [Imagem: Carnegie Mellon University]
Teclado para relógios inteligentes
Stephen Oney, da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, está de olho em aparelhos ainda menores.
A mesma miniaturização que transformou mainframes em computadores de mesa, transformou computadores de mesa em tablets e smartphones.
Agora os engenheiros querem dar o passo adicional, e transformar os celulares inteligentes em relógios computadorizados.
Para permitir teclar em um relógio, Oney criou o ZoomBoard. Como é impossível colocar um teclado inteiro em um relógio, bastam toques rápidos para que o teclado se expanda, até que a letra desejada torne-se grande o suficiente para ser tocada com um dedo.
As letras maiúsculas podem ser digitadas segurando momentaneamente a tecla. Arrastar para a direita gera um espaço. Arrastar para a esquerda deleta a última letra digitada. E basta um toque para cima para acionar um teclado secundário com números e outros símbolos.
"Você não vai escrever um romance, mas dá para fazer o trabalho," disse Oney, que afirma teclar 10 palavras por minuto em seu teclado ampliável.
"Isso abre novas possibilidades para dispositivos como smartwatches [relógios inteligentes], que geralmente não têm qualquer meio de entrada de texto, e muitos não são poderosos o suficiente para o reconhecimento de voz," concluiu ele.
Fonte: Inovação Tecnológica


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Avião de passageiros voa 800 km sem piloto

O avião levava um piloto a bordo, bem como um time de engenheiros para monitorar tudo o que acontecia. [Imagem: ASTRAEA]
Os veículos aéreos não tripulados (VANTs) já são largamente usados em vigilância e observação ambiental.

Contudo, havia muitos questionamentos se seria possível fazer um avião de passageiros voar sem piloto.

O primeiro passo para isso foi demonstrado pela Astraea, um consórcio britânico formado por várias empresas do setor aeroespacial.

O avião de 19 lugares percorreu o trecho de 800 quilômetros entre Warton e Inverness, na Escócia, em Abril, mas só agora os detalhes do teste foram divulgados.

O voo experimental foi permitido depois que as autoridades responsáveis pela aviação civil analisaram os algoritmos usados para controlar o avião e concordaram que ele atendia às normas de voo aceitas pelos pilotos humanos - a agência britânica de aviação faz parte do consórcio.

O avião levava um piloto a bordo, bem como um time de engenheiros para monitorar tudo o que acontecia. O piloto fez a decolagem e, quando a aeronave atingiu a altitude e velocidade de cruzeiro, ele passou o comando para uma central de controle em terra. O piloto a bordo voltou à ativa no momento da aterrissagem.

Um dos principais objetivos era testar o software anti-colisão, que deve garantir que o avião mantenha distância das outras aeronaves e sempre saberá se desviar de outros objetos voadores, previstos ou não.

Para evitar maiores contratempos, objetos virtuais eram introduzidos no computador de voo, que conseguiu evitar todos.
Sempre que o avião mudava de rota ou altitude, a manobra era imediatamente comunicada ao controle de tráfego aéreo. O sistema também atendeu aos comandos do controle de voo para mudar sua posição.

Piloto robótico ou piloto remoto?

Ainda há muitas questões éticas e de segurança a serem avaliadas antes que os aviões robóticos sejam autorizados a levar passageiros - incluindo um acordo internacional sobre o que deverá ser ou não permitido.

Por isso, os responsáveis pelo consórcio afirmam estar tentando fazer tudo dentro das normas atuais, fazendo com que o piloto-robô se adapte às regulamentações atuais, e não o contrário.

Outra proposta é que haja sempre um piloto em terra responsável pelo avião, o que levanta a questão de quantos aviões cada piloto poderia controlar, já que não haveria sentido em deixar em terra um piloto para cada aeronave.

Mas o grande desafio ainda está no momento da decolagem e do pouso.

O consórcio anunciou outro voo de teste para Novembro, quando será avaliado um "mecanismo crucial" do sistema anti-colisão, sobre o qual não foram dados maiores detalhes.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 14 de maio de 2013

Chupeta tem consequências emocionais negativas para os meninos

"Os pais odeiam discutir esse assunto. Eles tomam os resultados de forma muito pessoal. Agora, estes resultados são sugestivos e devem ser levados a sério."[Imagem: WISC]

O uso da chupeta pode impedir o desenvolvimento emocional dos meninos, roubando-lhes a oportunidade de exercitar expressões faciais durante a infância, com sérios problemas emocionais mais tarde na vida.
Três experimentos diferentes, realizados por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), mostraram de forma consistente que o uso intenso de chupeta na primeira infância traz resultados negativos em várias medidas de maturidade emocional.
O estudo, publicado na revista Basic and Applied Social Psychology, é o primeiro a traçar uma correlação conclusiva do uso intenso da chupeta com consequências psicológicas.
A Organização Mundial da Saúde já recomenda limitar o uso da chupeta para incentivar a amamentação e por causa de ligações de seu uso com infecções de ouvido e anomalias dentárias.
A importância da imitação
Os seres humanos de todas as idades frequentemente imitam - conscientemente ou não - as expressões e a linguagem corporal das pessoas ao seu redor.
"Ao refletir o que outra pessoa está fazendo, você cria uma parte do sentimento em si mesmo," diz Paula Niedenthal, principal autora do estudo. "Essa é uma das maneiras de entendermos o que alguém está sentindo - especialmente se esse alguém parece estar com raiva mas fica dizendo que não está; ou se está sorrindo mas o contexto não é adequado para a felicidade."
A imitação é uma ferramenta de aprendizagem particularmente importante para os bebês.
Com uma chupeta na boca, um bebê é menos capaz de espelhar as expressões e as emoções que elas representam.
No estudo envolvendo crianças de seis e sete anos de idade, os meninos que passaram mais tempo com a chupeta na boca quando bebês mostraram-se menos capazes de imitar as expressões emocionais de rostos vistos em um vídeo.
No segundo estudo, envolvendo jovens em idade universitária, os homens que relataram (por suas próprias lembranças ou de seus pais) o uso intenso de chupeta na infância obtiveram pontuações menores do que seus pares em testes comuns de tomada de perspectiva, um componente da empatia, que é a capacidade de ver-se na situação dos outros.
Finalmente, no terceiro estudo, um grupo de estudantes universitários fez um teste padrão de inteligência emocional medindo a forma como tomam decisões com base na avaliação dos humores de outras pessoas.
Entre os homens do grupo, aqueles que usaram mais a chupeta na infância apresentaram as pontuações mais baixas.
Chupeta levada a sério
Mas por que o resultado foi tão diferente entre homens e mulheres.
Para os pesquisadores, as meninas se desenvolvem mais cedo em muitos aspectos, sendo possível que elas façam progressos suficientes no desenvolvimento emocional antes ou apesar do uso da chupeta.
Também pode ser que os meninos simplesmente sejam mais vulneráveis que as meninas, e a interrupção do uso da mímica facial seja mais prejudicial para eles.
"Os pais odeiam discutir esse assunto. Eles tomam os resultados de forma muito pessoal. Agora, estes resultados são sugestivos e devem ser levados a sério," concluiu Niedenthal.
Fonte: Diário da Saúde

sábado, 11 de maio de 2013

Núcleo de átomo em formato de pera aponta para Nova Física

Representação gráfica do núcleo do átomo de rádio 224, que pode ajudar a explicar por que há mais matéria do que antimatéria no Universo e revelar uma Quinta Força Fundamental da natureza. [Imagem: Liam Gaffney/Peter Butler/Universidade de Liverpool]

Núcleo atômico em formato de pera
O que o formato do núcleo de um átomo tem a ver com o início do Universo? E com a antimatéria? E com as teorias sobre o que é o próprio átomo?
Na verdade, um núcleo atômico em formato de pera pode se transformar em uma das realizações mais importantes da física nos últimos tempos.
Mas o que pode ser tão interessante nessa "pera atômica"?
O núcleo de um átomo é formado por prótons e nêutrons, mantidos juntos pela Força Nuclear Forte, que se contrapõe à repulsão eletrostática que tende a separar os prótons.
A teoria mais simples diria que os núcleos atômicos são esféricos, mas os cientistas já sabiam que alguns são ligeiramente alongados, e também já conheciam um em formato de pera, o rádio 226, descoberto em 1993.
O grande interesse está na necessidade de explicar esse formato: como a Força Nuclear Forte e a eletrostática se inter-relacionam no interior do núcleo para que eles tenham formatos diferentes?
Ou será que tudo é ainda mais interessante, e haveria então uma outra força fundamental da natureza agindo no núcleo atômico, que possa explicar porque uns têm um formato e outros têm outro?
Os físicos já estavam precisando de uma nova força fundamental da natureza que pudesse ajudar explicar a assimetria entre matéria e antimatéria.
O modelo cosmológico do Big Bang estabelece que matéria e antimatéria foram criadas em quantidades iguais no início do Universo - mas, então, onde está toda a antimatéria?
Nova força fundamental da natureza
É aí que entra o núcleo atômico em formato de pera. Não é fácil criar novas teorias estudando uma única pera - no caso, o já conhecido rádio 226.
Então um grupo internacional de pesquisadores usou um espectrômetro no CERN para procurar mais átomos com núcleos com formato de pera.
E eles agora descobriram que o núcleo do rádio 224 tem o formato perfeito de uma pera. O experimento também mostrou que o núcleo do átomo de radônio 220 oscila entre uma esfera irregular e uma pera.
"O formato de pera é especial. Ele significa que os nêutrons e os prótons que compõem o núcleo estão em posições ligeiramente diferentes ao longo de um eixo interno," explicou Tim Chupp, um dos cientistas da equipe.
O Modelo Padrão descreve quatro forças fundamentais ou interações que regem como a matéria se comporta: a Gravidade atrai corpos maciços um em direção ao outro. A interação Eletromagnética dá origem a forças em corpos carregados eletricamente. E as forças nucleares Forte e Fraca operam nos núcleos dos átomos, unindo prótons e nêutrons ou fazendo com que essas partículas decaiam.
Os núcleos em forma de pera seriam assimétricos porque os prótons estariam sendo empurrados para longe do centro do núcleo por alguma força nuclear ainda desconhecida - e as forças nucleares são fundamentalmente diferentes de forças esfericamente simétricas, como a gravidade.
Podendo estudar e comparar as duas peras, os físicos esperam não apenas descobrir uma nova força fundamental da natureza, como também explicar aassimetria entre matéria e antimatéria no início do Universo e melhorar seus modelos do que seria exatamente um átomo.
A pera da Nova Física
Modelos ainda especulativos propõem que alguns núcleos atômicos devem gerar um fraco campo magnético.
Esta hipótese poderá agora ser testada com os núcleos em formato de pera porque, se essa polaridade magnética realmente existe, então os núcleos-pera deverão apresentar esses dipolos mais fortes do que os núcleos esféricos.
"Vendo o quadro mais amplo possível, nós estamos tentando entender tudo o que observamos diretamente, e também o que observamos indiretamente, para tentar explicar o que aconteceu para nós estivéssemos aqui," concluiu Chupp.
Assim, como a maçã de Newton mudou nossa concepção do mundo, talvez agora seja a vez da pera cumprir seu papel na inauguração de uma Nova Física.
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Olimpíada de Astronomia na Escola Santa Tereza

Prof. Paulo Robson com alunos realizando a OBA 2013
Foto: Prof. Adeilton Silva
Na tarde e noite de hoje, 10, cerca de 100 alunos da Escola Estadual Santa Tereza de Altaneira-Ce participarão da XVI edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. O evento já vem sendo realizado na escola desde o ano de 2011 e conta com a coordenação do professor Paulo Robson que é o professor da disciplina de Física na referida instituição.

Na segunda-feira, dia 06, foram realizados dois encontros preparatórios para esta prova. Ver postagem AQUI.

Confira outras fotos do evento ao longo destes três anos. CLIQUE AQUI

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